Após febre, 20% dos sites de compras coletivas saem do ar

Após febre, 20% dos sites de compras coletivas saem do ar

Cerca de 20% dos sites de compras coletivas no Brasil que operavam até o final do ano passado após o boom do setor foram extintos. Um ano após a chuva desses sites da web, 250 de 1200 páginas já saíram do ar.

O índice de mortalidade segue o padrão do tempo médio de duração das pequenas empresas, mas há motivos que explicam o fracasso do negócio aparentemente simples de ser comandado.

As compras coletivas dependem de parcerias com lojas, hotéis, restaurantes e prestadores de serviços em geral. Quem não tem força para vendas não sobrevive, pois tem dificuldade de manter e encontrar novos parceiros. Alguns empresários, quando descobriram a complexidade do negócio, desistiram.

Há quem tentou vender, mas poucos conseguiram. Um exemplo foi o Bom Proveito, vendido para o Clube do Desconto.

“O alto índice de mortalidade não surpreende. Muitos acharam que portais de compra trariam resultados rápidos e com pouco esforço, mas perceberam que não é a lógica”, diz especialista Gastão Mattos, da consultoria GMattos.

De acordo com Mattos, um cupom vendido reverte uma média R$ 25, de 40% a 50% do total do cupom vendido. Os maiores chegam a faturar R$ 50 milhões, mas mantêm equipes grandes que exigem investimento.

O Groupon, líder no Brasil, tem cerca de dez meses de existência, está presente em 31 cidades e conta com 480 funcionários. O Peixe Urbano, em segundo, tem 600 pessoa trabalhando e o ClickOn, terceiro, tem 300. O alto custo dos profissionais fazem com que os portais tenham lucro baixíssimo.

“Esses portais têm estrutura inchada e focada principalmente em vendas, o que vai na contramão da tendência das empresas de alta tecnologia”, diz Mattos.

Alguns sites são especializados encontraram lugar dentro de determinados nichos, como serviços de buffet de casamento, itens para animais e bebês e gestantes.

Com informações de Adnews

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